Por que fazer radioterapia após a cirurgia?
Após cirurgia conservadora, a radioterapia frequentemente reduz o risco de recorrência na mama. Em determinadas situações também é indicada após mastectomia, ou para tratar cadeias linfonodais. A decisão considera tamanho tumoral, linfonodos, características biológicas, idade, tratamentos sistêmicos e preferências pessoais.
Como é o planejamento?
Na tomografia de simulação, a pessoa costuma permanecer deitada com os braços posicionados em suporte. A equipe delimita a mama ou parede torácica e, quando necessário, áreas linfonodais, além de órgãos próximos como coração e pulmões. Em alguns casos pode ser utilizada técnica de inspiração profunda para reduzir a exposição cardíaca.
Quantas sessões serão feitas?
Existem esquemas com diferentes números de sessões, incluindo tratamentos mais curtos em casos selecionados. A escolha depende da indicação, anatomia, técnica e avaliação médica; não há um único esquema adequado para todas as pacientes.
Quais efeitos colaterais podem ocorrer?
É possível notar sensibilidade, alterações de cor, ressecamento ou descamação da pele, edema local e cansaço. As reações podem se intensificar perto do fim do tratamento e nas semanas seguintes. Em geral são transitórias, mas alguns efeitos tardios podem ocorrer.
Cuidados práticos
- Use sutiã ou roupas confortáveis e evite atrito na área tratada.
- Lave e hidrate a pele apenas conforme a orientação da equipe; evite experimentar produtos irritantes.
- Avise se aparecerem áreas abertas, secreção, dor intensa ou febre.
- Pergunte sobre atividade física, fisioterapia e cuidados específicos caso tenha operado a axila.
Na radioterapia externa da mama, você não fica radioativa e pode conviver normalmente com sua família.